O recém-casado jacaré voltava para casa depois de um dia de muito trabalho no Pantanal. Assim que chegou, sua esposa anuncia o cardápio da noite.
_ Olá, querido! Hoje preparei para você minha especialidade: sapo ao molho madeira!
_ Nossa, amor... Bacana, mas lembra que eu te disse que eu não como sapo?
_ Ora, deixe disso! Todo jacaré que se preze come sapo!
_ Mas me dá uma tremenda má digestão! Fico todo me coçando sem falar nos gases!
_ Deixe de ser resmungão! Preparei com todo carinho! O segredo é não mastigar! Abra essa bocarra e engula inteiro.
Para evitar confusão, o senhor jacaré resolveu, a contragosto, aceitar a iguaria.
Toda satisfeita e convencida de estar agradando seu marido, a dona jacaré passou a preparar sapo todas as noites. Como bom esposo, o jacaré fazia este sacrifício sem reclamar, devorando seu jantar sem mastigar e sem fazer cara feia.
Com o tempo, o simples coaxar de uma reles perereca fazia o estômago do jacaré dar reviravoltas. Não dava para manter por mais tempo esta dieta anfíbia. À noite, quando sua mulher o servia com mais um sapo rechonchudo, o jacaré protestou:
_ Sinto muito mais não dá mais para mim!
_ Como assim? Achei que você já estivesse gostando!
_ Eu odeio! Não suporto mais sentir o cheiro de sapo! Me dá engulho!
_ Como você tem coragem de criticar assim a comida que faço para você? Você é um ingrato! Um grosso!
_ Agora quer que eu me sinta culpado por não tolerar sapo?
_ Você não tolera nada! Bem que minha mãe avisou! Não sabe apreciar as coisas boas que faço por você! Se quiser comer pode se virar por aí, pois eu é que não perco mais meu tempo te paparicando seu, seu... Seu crocodilo!!
Ela pegou pesado. Xingá-lo de intolerante é uma coisa, mas crocodilo é humilhação demais. A fim de não prolongar aquela discussão, o jacaré resolveu sair para espairecer e encontrar algo para jantar. Atraído por um belo pedaço de carne fresca, caiu em uma armadilha. Os caçadores o mataram e arrancaram seu couro para ser vendido a uma confecção especializada em carteiras, pastas e bolsas de viagem.
Pobre jacaré. Ele aprendeu da pior maneira que no casamento é assim: Ou você aprende a engolir sapo ou você acaba virando um “mala”.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O Mito Falocêntrico
Verdade absoluta n.º 1: Todo homem é movido à massagem no ego.
A senhora pode fazer o teste. Quando quiser que seu esposo lave a louça, não brigue com ele chamando-o de vagabundo imprestável. Diga a ele: “Ai, amor! Queria saber lavar a louça como você! Você faz tudo rapidinho e as panelas brilham como novas! Por mais que eu tente eu não consigo fazer melhor que você!”
Parabéns! A senhora acaba de ganhar um “marido-lava-louças” para a vida inteira!
Verdade absoluta n.º 2: 99,9% do ego masculino está concentrado no pênis.
E isso não é culpa exclusiva nossa. Desde nossa criação somos acostumados com uma platéia feminina formada por mãe, tias, avós, primas que se revezam na bolinação de nosso pequeno membro. O guri fica só curtinho o lance com a certeza de que ele tem entre as pernas algo tremendamente valioso e digno de adoração e devoção. Não se trata apenas de um órgão genital, mas de um monolito, um toten, um obelisco... Símbolo eterno de virilidade, orgulho, poder e prosperidade.
Enquanto as meninas cruzam as pernas, os meninos tendem a andar escancarados exibindo o volume de suas partes íntimas, quando não expondo descaradamente. O homem chega ao ridículo de contar feitos extraordinários de seu poderoso falo. Certa vez, um amigo desabafou comigo sua decisão de largar o tabagismo: “Preciso parar de fumar! O cigarro está acabando com meu desempenho na cama! Antes eu dava 5 ou 6 sem suar a camisa. Hoje, na terceira já estou cansado.”
Diante desta declaração no mínimo exagerada, precisei rebater com ironia: “Meu caso é mais complicado que o seu. Também, preciso parar de fumar. O cigarro está acabando com meu desempenho sexual!”
_ Mas você não fuma!
_ Eu disse que meu caso é mais complicado...
Lembro de uma ocasião em que uma antiga namorada quis me fazer um elogio. Ela disse que meu pênis era “ideal”. Meio transtornado, quis entender sua observação e ela disse: “Ele não é exagerado, tem o tamanho certo, é agradável aos olhos. Ideal.”
Esse elogio me pareceu mais uma provocação e não dava pra ficar calado. Durante o jantar, ela me perguntou o que eu achei do capeletti aos quatro queijos que ela preparou (sua especialidade).
_ Achei ideal.
_ Ideal?!
_ É... Não está exagerado.
_ Como é que é?!
_ O prato tem o tamanho certo.
_ Escuta aqui...
_ É agradável aos olhos. Ideal.
_ Ai, seu cavalo!!!
O namoro não durou muito depois disso, mas até hoje lembro com orgulho e satisfação de nossa última briga:
“Ai, seu cavalo!!!”
A senhora pode fazer o teste. Quando quiser que seu esposo lave a louça, não brigue com ele chamando-o de vagabundo imprestável. Diga a ele: “Ai, amor! Queria saber lavar a louça como você! Você faz tudo rapidinho e as panelas brilham como novas! Por mais que eu tente eu não consigo fazer melhor que você!”
Parabéns! A senhora acaba de ganhar um “marido-lava-louças” para a vida inteira!
Verdade absoluta n.º 2: 99,9% do ego masculino está concentrado no pênis.
E isso não é culpa exclusiva nossa. Desde nossa criação somos acostumados com uma platéia feminina formada por mãe, tias, avós, primas que se revezam na bolinação de nosso pequeno membro. O guri fica só curtinho o lance com a certeza de que ele tem entre as pernas algo tremendamente valioso e digno de adoração e devoção. Não se trata apenas de um órgão genital, mas de um monolito, um toten, um obelisco... Símbolo eterno de virilidade, orgulho, poder e prosperidade.
Enquanto as meninas cruzam as pernas, os meninos tendem a andar escancarados exibindo o volume de suas partes íntimas, quando não expondo descaradamente. O homem chega ao ridículo de contar feitos extraordinários de seu poderoso falo. Certa vez, um amigo desabafou comigo sua decisão de largar o tabagismo: “Preciso parar de fumar! O cigarro está acabando com meu desempenho na cama! Antes eu dava 5 ou 6 sem suar a camisa. Hoje, na terceira já estou cansado.”
Diante desta declaração no mínimo exagerada, precisei rebater com ironia: “Meu caso é mais complicado que o seu. Também, preciso parar de fumar. O cigarro está acabando com meu desempenho sexual!”
_ Mas você não fuma!
_ Eu disse que meu caso é mais complicado...
Lembro de uma ocasião em que uma antiga namorada quis me fazer um elogio. Ela disse que meu pênis era “ideal”. Meio transtornado, quis entender sua observação e ela disse: “Ele não é exagerado, tem o tamanho certo, é agradável aos olhos. Ideal.”
Esse elogio me pareceu mais uma provocação e não dava pra ficar calado. Durante o jantar, ela me perguntou o que eu achei do capeletti aos quatro queijos que ela preparou (sua especialidade).
_ Achei ideal.
_ Ideal?!
_ É... Não está exagerado.
_ Como é que é?!
_ O prato tem o tamanho certo.
_ Escuta aqui...
_ É agradável aos olhos. Ideal.
_ Ai, seu cavalo!!!
O namoro não durou muito depois disso, mas até hoje lembro com orgulho e satisfação de nossa última briga:
“Ai, seu cavalo!!!”
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