Esse tema foi sugerido por um amigo que, curiosamente, passou a fazer parte de meu círculo de amizades há pouco tempo (nem por isso menos importante que os de longa data). Entendo que cada um de nós representa um complexo e fascinante sistema de engrenagens que necessita de manutenção esporádica adequada. É sempre muito fácil aceitar tudo que nos é semelhante, tudo que nos identificamos. Difícil, porém muito mais estimulante, é aceitar as diferenças. Muitas vezes, nos ocupamos demais em moldar quem participa de nosso convívio de acordo com nossas expectativas, mas não podemos programar a atitude dos outros. Podemos responder por nossos atos, mas não me parece saudável esperar reciprocidade integral. Melhor seria conhecer a si próprio e compreender o próximo.
Assim como tudo que existe, a amizade sofre a ação do tempo e é comum que haja desgastes que necessitem de atenção, mas isso não nos torna menos preciosos. Certos níveis de amizade são resistentes aos efeitos do tempo e espaço, prevalecendo seu frescor independente de distância e período. Cada qual segue seu caminho e não devemos lamentar as idas e vindas, mas sim promover a celebração dessas múltiplas trajetórias.
Ideias contrárias, divergências, críticas... Tudo isso pode ser muito bem-vindo, desde que sejamos flexíveis e saibamos reconhecer o que nos acrescenta. O que sobrar, que nos sirva de alicerce para solidificar nossas relações, pois nos dará o conhecimento necessário para pisarmos com segurança.
Longe de ser uma ciência exata, a amizade também segue suas lógicas... De preferência, mais para biológicas que cronológicas.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
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