Eu daria minha vida para que você me amasse , ainda que por um minuto,mesmo que para isso minha alma fosse condenada à perpétua tortura dessa lembrança...
Remoendo a minha perda que me destrói um pouco a cada dia...
A agonia em simples gesto de aproximação,de um coração cada vez mais longe, me diz o que faço pra me afastar de onde não quero ficar...
Sinto seus olhos brilhando como um farol em meio à escuridão...
Mas como posso me mostrar se só quem me conhece é minha solidão.E na febre do meu silêncio deliro clamando teu nome...
Porém quem poderá me ouvir se meu clamor é mantido mudo pela sua autosuficiência...
Meu desejo é quase indecente, quase morno, quase quente , quase insolente.Por isso me calo aflito num grito silencioso e quase permanente...
Então sem forças me entrego ao cárcere da tua imagem e entre espasmos de loucura encontro minha lucidez silenciosa...
Como em um sonho me encontro caminhando em nuvens ,enquanto tu estás enfrentando tudo aquilo que não te convém,porém acordo e me vejo cercado por antigos fantasmas, vivendo uma vida que nunca dá certo...
Sombrio destino incerto, sou um inseto em vôo rasante que implora um instante de glória.Humanamente de sua ansia me alimento, me sacio , me alento , e de sua pouca atenção me contento...
Fujo desse ciclo para não me perder pois por onde olho vejo você.sinto minha alma sofrer como uma bruxa na inquisição, e a cada vez que me olho no espelho, menos me reconheço...
E ao ver tua imagem refletida em minha face, percebo que quanto mais me fasto mais próximo estou, e quanto mais me odeio, mais te amo.E assim tem sido nossa existência , perfeita como luz e sombra, que sabem muito bem o espaço a qual merecem .E respeitam a simetria da vida, pois sabem que se um não existisse o outro não teria sentido.
autores:(José Cleverlandes / Eduardo Pará / Luciano Santiago)
domingo, 19 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Atrasado Não Adianta
Ainda não entendi a escolha desse nome, mas muitas coisas são complexas quando o assunto é Hugo Leonardo. Essa foi uma proposta sugerida e editada por mim e que meu amigo resolveu encarar. Assistam e divirtam-se (espero)!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Palestra
Bom, desde o início eu sabia que seria impossível transmitir em apenas duas horas o universo de informação que havia para passar, mas, no geral, posso afirmar que a experiência foi compensadora. Estou contente com o resultado e ansioso por um novo convite. Destaque especial a todos os presentes que participaram com entusiasmo. Espero de coração que minhas palavras tenham somado algo positivo. Obrigado equipe Seven pela oportunidade.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Heroísmo e Justiça
A vida não é justa.
A morte muito menos.
Meu pai nunca soube o que é vida fácil. Desde criança trabalhou duro para levar comida para casa. Percorria quilômetros para buscar água. Aprendeu o ofício de ladrilheiro e dessa forma sustentou esposa e filhos. Sempre tive uma meta em minha vida: oferecer a meu pai uma vida mais confortável. Dar a ele o descanso que nunca se deu ao direito. Fiz o que pude, mas sempre fica aquela sensação de que eu poderia ter feito um pouco mais. Se for para levar em conta o merecimento de meu pai, meus esforços sempre ficariam aquém de seu mérito.
O descanso chegou até meu pai de maneira compulsória. O sono pesou em seus olhos e o levou forçosamente a um repouso profundo e irretornável.
Meu pai foi sepultado em um domingo de sol, sem direito a clichês cênicos, sem lirismos ou luxo. Tudo muito simples, exatamente como ele gostaria que fosse. Se houvesse justiça, a morte deste gigante não passaria despercebida aos olhos do mundo. Se houvesse justiça seu corpo seria transportado com honras de Estado em um ataúde de mármore carrara, mogno e ouro sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros cercado por uma multidão cantando, aplaudindo e soltando pássaros. No céu, pequenos monomotores praticando acrobacias aéreas soltariam pétalas de rosas brancas. No estádio do Engenhão, o time do Botafogo e seus torcedores fariam um minuto de silêncio. Roberto Carlos dedicaria uma canção a seu fã. A presidente faria um pronunciamento lamentando tamanha perda. A morte de meu pai ganharia destaque nos próximos calendários para que jamais esquecêssemos do dia em que perdemos um exemplo de dignidade, caráter e hombridade.
Isso tudo se houvesse justiça.
Sem grandes eventos, meu pai se foi. Assim como optou em vida, ele partiu de maneira discreta. Sem alardes, sem espetáculos e sem caprichos. O que jaz enterrado não é mais ele. É apenas o invólucro inútil. Meu pai está em cada abraço que me consola, em cada aperto de mão que lamenta a despedida. Meu pai está nas histórias engraçadas que recordamos. Ele está nos atos que ficarão para sempre na memória de muitas pessoas agradecidas por tudo que ele fez sem esperar nada em troca. Meu pai está em mim e na responsabilidade que assumo de honrar seu nome.
Assim como todo herói, meu pai permaneceu anônimo, protegido por uma identidade secreta, de modo que seu desfecho se deu sem ruídos e sem inimigos.
Minhas palavras são tolices. Um desabafo de quem, assim como tantos, não consegue admitir a perda de seu ídolo. Puro egoísmo, pois é este o caminho que todos seguiremos e não nos cabe protestar por quem partirá primeiro.
Pai, nem a vida nem a morte são justas, mas seu descanso se dá com a certeza de dever cumprido. Um coração sereno que cumpriu sua função até o último pulsar e uma consciência tranqüila de quem partiu sem nada dever.
Feche os olhos e deixe o sono te levar. O raro e precioso sono dos justos.
Eu te amo, pai.
A morte muito menos.
Meu pai nunca soube o que é vida fácil. Desde criança trabalhou duro para levar comida para casa. Percorria quilômetros para buscar água. Aprendeu o ofício de ladrilheiro e dessa forma sustentou esposa e filhos. Sempre tive uma meta em minha vida: oferecer a meu pai uma vida mais confortável. Dar a ele o descanso que nunca se deu ao direito. Fiz o que pude, mas sempre fica aquela sensação de que eu poderia ter feito um pouco mais. Se for para levar em conta o merecimento de meu pai, meus esforços sempre ficariam aquém de seu mérito.
O descanso chegou até meu pai de maneira compulsória. O sono pesou em seus olhos e o levou forçosamente a um repouso profundo e irretornável.
Meu pai foi sepultado em um domingo de sol, sem direito a clichês cênicos, sem lirismos ou luxo. Tudo muito simples, exatamente como ele gostaria que fosse. Se houvesse justiça, a morte deste gigante não passaria despercebida aos olhos do mundo. Se houvesse justiça seu corpo seria transportado com honras de Estado em um ataúde de mármore carrara, mogno e ouro sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros cercado por uma multidão cantando, aplaudindo e soltando pássaros. No céu, pequenos monomotores praticando acrobacias aéreas soltariam pétalas de rosas brancas. No estádio do Engenhão, o time do Botafogo e seus torcedores fariam um minuto de silêncio. Roberto Carlos dedicaria uma canção a seu fã. A presidente faria um pronunciamento lamentando tamanha perda. A morte de meu pai ganharia destaque nos próximos calendários para que jamais esquecêssemos do dia em que perdemos um exemplo de dignidade, caráter e hombridade.
Isso tudo se houvesse justiça.
Sem grandes eventos, meu pai se foi. Assim como optou em vida, ele partiu de maneira discreta. Sem alardes, sem espetáculos e sem caprichos. O que jaz enterrado não é mais ele. É apenas o invólucro inútil. Meu pai está em cada abraço que me consola, em cada aperto de mão que lamenta a despedida. Meu pai está nas histórias engraçadas que recordamos. Ele está nos atos que ficarão para sempre na memória de muitas pessoas agradecidas por tudo que ele fez sem esperar nada em troca. Meu pai está em mim e na responsabilidade que assumo de honrar seu nome.
Assim como todo herói, meu pai permaneceu anônimo, protegido por uma identidade secreta, de modo que seu desfecho se deu sem ruídos e sem inimigos.
Minhas palavras são tolices. Um desabafo de quem, assim como tantos, não consegue admitir a perda de seu ídolo. Puro egoísmo, pois é este o caminho que todos seguiremos e não nos cabe protestar por quem partirá primeiro.
Pai, nem a vida nem a morte são justas, mas seu descanso se dá com a certeza de dever cumprido. Um coração sereno que cumpriu sua função até o último pulsar e uma consciência tranqüila de quem partiu sem nada dever.
Feche os olhos e deixe o sono te levar. O raro e precioso sono dos justos.
Eu te amo, pai.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Uma Fortaleza Chamada José Elias Sobrinho
Imaginem uma muralha inabalável. Uma edificação sólida e intransponível. Uma fortaleza imune à rudeza dos temporais e da vida.
Este é meu pai.
Rachaduras se mantinham ocultas em sua armação, de modo que seu desgaste se deu lenta e silenciosamente.
Façamos de nossas preces a liga que acentará as pedras em seu devido lugar.
Leve o tempo que for necessário, pai. Não há pressa. Quando estiver de volta, o alicerce estará ainda mais seguro.
Tartaruga Cor-de-Rosa
Tartaruga cor-de-rosa criou-se no meu jardim
Quando não faço comida, ela quem faz para mim
Tartaruga cor-de-rosa, ela é uma beleza
Ela gosta muito de mim, gosta de fazer surpresa
Um dia cheguei em casa e a encontrei chorando
E antes que eu dissesse algo, ela já estava perguntando
"Onde foi que você andou? O que foi que aconteceu?
Eu ouvi por aí dizendo que você morreu!"
E eu fiquei muito contente e ela toda prosa
E é por isso que eu amo a tartaruga cor-de-rosa
(José Elias Sobrinho)
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Pedaços Soltos
Vinte minutos. Márcia não é de se atrasar. Eis uma coisa que não posso me queixar. Ela sempre foi pontual com seus compromissos. Na verdade não há nada que me desagrade nela que eu me lembre (fora aquela mania chata de me obrigar a assistir os filmes do Almodóvar que ela tanto gosta). Márcia foi uma esposa perfeita. Como a deixei escapar?
Desde da separação mantemos contato e nos tratamos de maneira civilizada. A cada quinze dias nos encontramos aqui na praça. Ela traz nosso filho para passar o final de semana comigo. Ela é uma excelente mãe.
Por que ela está atrasada? Cada minuto sentado aqui neste banco aproxima minha mente de lembranças que me enchem de culpa. Tudo bem, eu nunca fui santo. Já errei muitas vezes. Estive com outras mulheres quando casado. Da última vez que aprontei, cheguei em casa de madrugada alegando ter que ficar na firma até mais tarde quando na verdade eu estava com a Ingrid (ou teria sido a Rebeca?). De manhã, sentei à mesa e puxei assunto enquanto tomava café. Márcia respondia em monossílabos sem me olhar nos olhos. Peguei um pedaço do bolo de cenoura para disfarçar meu nervosismo.
_ Hmmm... Delícia! Ninguém faz um bolo de cenoura como você, amor!
_ Gostou desse?
_ Se gostei?! Nossa! Desta vez você se superou! Sem dúvidas é o melhor bolo de cenoura que você já fez!
_ Melhor que o que eu fazia para você no início do nosso namoro?
_ Infinitamente melhor! Você me surpreende a cada dia!
Fui para o trabalho e quando cheguei em casa ela não estava lá. Márcia se foi levando nosso filho e algumas roupas. Dias depois chegou o pedido de divórcio.
Sempre fui muito astuto e cuidadoso com meus “pulinhos de cerca”. Seja como for, nunca tive coragem de puxar assunto. Apenas aceitei os termos da separação sem questionar. O que de fato a motivou tomar essa decisão depois de doze anos de relacionamento?
Finalmente ela chegou. Nossa... Ela está mais linda que nunca.
_ Oi, Paulo. Desculpe o atraso. O trânsito esta hora é bem complicado.
_ Oi, papai!
_ Oi, garotão! Tudo bom? Espera só um pouquinho ali no balanço que eu preciso falar com sua mãe, ok?
Nosso filho prefere a gangorra e faz amizade rapidamente com outra criança.
_ Olha, Márcia... Já faz um ano que nos separamos. Desde então eu venho pensando sobre tudo que fiz de errado e não há nada mais fantasmagórico para uma mente culpada que não saber a razão de seus remorsos. Fugi da verdade por muito tempo, mas não suporto mais... Por que você foi embora?
_ Bom... Você me pegou de surpresa. Não penso mais nisso faz tempo. Mas, se precisa de uma reposta, eu diria que foi uma coleção de pequenas coisas que se tornaram enormes. Pequenos descuidos, desleixos, vacilos... Até que cheguei ao limite.
_ Certo... E qual foi a gota d’água?
_ Certa vez, quando éramos namorados, eu disse a você que tolerava qualquer coisa, menos traição.
_ Eu sabia! Sabia que era isso! Não faço ideia como você descobriu meus casos, mas eu sinto muito! Saiba que desde então estou sozinho! Não consigo me relacionar com mais ninguém! Me perdoe, mas saiba que foram apenas aventuras idiotas!
Márcia olhou para o chão e seu semblante ressurgiu com um sorriso delicado e um olhar de compreensão.
_ Vocês homens... Acham que tudo tem a ver com sexo! Sempre soube que você era um safado, mas agradeço por confirmar. Eu desconfiava de suas armações, mas preferia fingir que era coisa da minha cabeça. Há muitas outras formas de se trair alguém, Paulo. Mentir é uma delas. Desconfiança, intolerância e desrespeito. Ignorar as necessidades do outro, esquecer seus deveres, faltar com a cumplicidade, agir com desafeto,
_ Fui tão ruim assim?
_ Não foi, Paulo. Estes são só alguns exemplos de traição. Esqueça as outras mulheres. O muro que nos afastou foi a soma de vários pedaços soltos. Alguns desses pedaços também foram espalhados por mim. Eu só juntei os cacos e tomei uma decisão.
Apesar de confuso, concordo devolvendo um olhar de compreensão.
_ Agora preciso ir, Paulo. Tenho compromisso e, você sabe, detesto me atrasar.
_Compromisso?!
_ Não que seja da sua conta – disse ainda sorrindo – ,mas só porque não consegue se relacionar com ninguém, não quer dizer que eu não consiga. E olha... Se realmente quer saber qual foi a gota d’água... Foi o bolo de cenoura.
_ O bolo de cenoura?!
Desde da separação mantemos contato e nos tratamos de maneira civilizada. A cada quinze dias nos encontramos aqui na praça. Ela traz nosso filho para passar o final de semana comigo. Ela é uma excelente mãe.
Por que ela está atrasada? Cada minuto sentado aqui neste banco aproxima minha mente de lembranças que me enchem de culpa. Tudo bem, eu nunca fui santo. Já errei muitas vezes. Estive com outras mulheres quando casado. Da última vez que aprontei, cheguei em casa de madrugada alegando ter que ficar na firma até mais tarde quando na verdade eu estava com a Ingrid (ou teria sido a Rebeca?). De manhã, sentei à mesa e puxei assunto enquanto tomava café. Márcia respondia em monossílabos sem me olhar nos olhos. Peguei um pedaço do bolo de cenoura para disfarçar meu nervosismo.
_ Hmmm... Delícia! Ninguém faz um bolo de cenoura como você, amor!
_ Gostou desse?
_ Se gostei?! Nossa! Desta vez você se superou! Sem dúvidas é o melhor bolo de cenoura que você já fez!
_ Melhor que o que eu fazia para você no início do nosso namoro?
_ Infinitamente melhor! Você me surpreende a cada dia!
Fui para o trabalho e quando cheguei em casa ela não estava lá. Márcia se foi levando nosso filho e algumas roupas. Dias depois chegou o pedido de divórcio.
Sempre fui muito astuto e cuidadoso com meus “pulinhos de cerca”. Seja como for, nunca tive coragem de puxar assunto. Apenas aceitei os termos da separação sem questionar. O que de fato a motivou tomar essa decisão depois de doze anos de relacionamento?
Finalmente ela chegou. Nossa... Ela está mais linda que nunca.
_ Oi, Paulo. Desculpe o atraso. O trânsito esta hora é bem complicado.
_ Oi, papai!
_ Oi, garotão! Tudo bom? Espera só um pouquinho ali no balanço que eu preciso falar com sua mãe, ok?
Nosso filho prefere a gangorra e faz amizade rapidamente com outra criança.
_ Olha, Márcia... Já faz um ano que nos separamos. Desde então eu venho pensando sobre tudo que fiz de errado e não há nada mais fantasmagórico para uma mente culpada que não saber a razão de seus remorsos. Fugi da verdade por muito tempo, mas não suporto mais... Por que você foi embora?
_ Bom... Você me pegou de surpresa. Não penso mais nisso faz tempo. Mas, se precisa de uma reposta, eu diria que foi uma coleção de pequenas coisas que se tornaram enormes. Pequenos descuidos, desleixos, vacilos... Até que cheguei ao limite.
_ Certo... E qual foi a gota d’água?
_ Certa vez, quando éramos namorados, eu disse a você que tolerava qualquer coisa, menos traição.
_ Eu sabia! Sabia que era isso! Não faço ideia como você descobriu meus casos, mas eu sinto muito! Saiba que desde então estou sozinho! Não consigo me relacionar com mais ninguém! Me perdoe, mas saiba que foram apenas aventuras idiotas!
Márcia olhou para o chão e seu semblante ressurgiu com um sorriso delicado e um olhar de compreensão.
_ Vocês homens... Acham que tudo tem a ver com sexo! Sempre soube que você era um safado, mas agradeço por confirmar. Eu desconfiava de suas armações, mas preferia fingir que era coisa da minha cabeça. Há muitas outras formas de se trair alguém, Paulo. Mentir é uma delas. Desconfiança, intolerância e desrespeito. Ignorar as necessidades do outro, esquecer seus deveres, faltar com a cumplicidade, agir com desafeto,
_ Fui tão ruim assim?
_ Não foi, Paulo. Estes são só alguns exemplos de traição. Esqueça as outras mulheres. O muro que nos afastou foi a soma de vários pedaços soltos. Alguns desses pedaços também foram espalhados por mim. Eu só juntei os cacos e tomei uma decisão.
Apesar de confuso, concordo devolvendo um olhar de compreensão.
_ Agora preciso ir, Paulo. Tenho compromisso e, você sabe, detesto me atrasar.
_Compromisso?!
_ Não que seja da sua conta – disse ainda sorrindo – ,mas só porque não consegue se relacionar com ninguém, não quer dizer que eu não consiga. E olha... Se realmente quer saber qual foi a gota d’água... Foi o bolo de cenoura.
_ O bolo de cenoura?!
_ O bolo era de laranja. E nem fui eu que fiz. É da padaria do Tião. Você sempre elogiou meu bolo de cenoura, mas nem sequer notou diferença.
Márcia entra no carro e se despede mandando um beijo no ar para nosso filho.
_ Papai, aonde vamos?
_ Onde você quiser, filho... Mas antes preciso passar na locadora de vídeo... Acho que não dei a devida atenção aos filmes de Almodóvar. Depois vamos à padaria do seu Tião.
_ Padaria?!
_ Pois é... Me bateu uma vontade enorme de comer bolo de laranja.
sábado, 19 de março de 2011
Palestras (Workshop) dia 29/4/2011
"Cliver de Oliveira"?!
De onde esse povo tira essas ideias?
Seja como for, eis aí o convite. Clique na imagem para ampliá-la.
Atenção: As palestras do dia 22/4 serão realizadas no dia 29/4, devido ao feriado da semana santa.
De onde esse povo tira essas ideias?
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Atenção: As palestras do dia 22/4 serão realizadas no dia 29/4, devido ao feriado da semana santa.
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